DOLCE VITA
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Meu Diário
03/05/2009 22h44
Mojo Books (3)
Quando a música é literatura...  

Meu terceiro texto para o site Mojo Books, inspirado na música da banda Foo Fighters: "Times Like These".

Acesse o link e leia o texto enquanto ouve a música:

http://mojobooks.virgula.uol.com.br/mojo_tx.php?idm=306



Publicado por Dolce Vita em 03/05/2009 às 22h44
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
30/04/2009 07h48
Perguntas no Varal





Pendurei perguntas espelhadas em um varal. 
Enquanto chove, não tenho pressa.
Apenas sede.









                                                   Quanta verdade cabe no coração?
                                                   Quanto coração cabe na verdade?




Qual o peso do vazio?
Qual o vazio do peso?







                                                                       Quem fala é capaz?
                                                                       Quem é capaz, fala?



Quando a saudade é o gosto?
Quando o gosto é a saudade?


                                                                       Qual é a dor do poeta?
                                                                       Qual é o poeta da dor?


Onde o erro é a lembrança?
Onde a lembrança é o erro?



                                                         Pronome pessoal é tratamento?
                                                         Tratamento é pronome pessoal?




Publicado por Dolce Vita em 30/04/2009 às 07h48
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29/04/2009 21h51
Aquarela Humana








Por mais que a vida mostre o quanto estou longe de entendê-la, uma das caminhadas mais difíceis não é ser melhor, mas aceitar ser o que se é.


Vivo em duelo contínuo comigo. Cobro um grau de humildade que não tenho. No instante seguinte, uma excelência nunca atingida.


Muitas vezes, a vida em pólos opostos não encontra nem mesmo meio sentido. Os erros se tornam irreversíveis. A vida pesa pela ausência do entendimento do que é, afinal, a condição humana.


E de tanto pipocar entre os extremos, com a bela desculpa de ser intensa, aos poucos, distanciei-me de mim.


Entre o que sou e gostaria de ser - para muito além do "bem" ou "mal" disso - existe uma pessoa que tenta ser o que, de fato, é.


Nessa eterna descoberta, o pensamento mais parece uma sala de espelhos que reflete minha imagem tantas e tantas vezes.


Em qual delas estarei contida?


Qual conseguirá exibir minha natureza, desfilar meus defeitos e limitações, sem a fantasia infantil e pouco generosa comigo, de que o mundo acabe por isso?


Onde meu erro não se transforme em catástrofe incontornável, mas quem sabe, até em "meio acerto" que leve a um confronto com o que é possível em mim.


Em qual delas, o que tenho de melhor será apenas o valor que não se mede nem se exalta?


Uma vez reconhecido, o convívio passa a ser natural. Então, escapa da vaidade voraz, insaciável e irreal, por se alimentar justamente da insatisfação.


Algumas das tristezas e pesos que carregamos na vida, parecem intimamente ligados à própria incapacidade de nos conceber humanizados. 


E o que seria humanizar-se?


Não posso responder por ninguém além de mim. O que sei, diz respeito ao meu caminho. Mergulhei em um período de turbulência e oscilava entre os extremos. Em alguns momentos, sentia que era invisível (não reconhecida). Em outros, exposta (numa espécie de berlinda).


Entretanto, não estava, genuinamente, em nenhuma das pontas extremadas onde a vida é monocromática. As cores da minha personalidade são reflexo do encontro comigo.


E o mundo oferece outros tons. O azul pode ser piscina, celeste, anil, turquesa, petróleo, marinho ou noite. Assim como todas as outras cores que pincelam meu mundo interno com suas nuances.


Então, humanizar, a meu ver, é a possibidade de integração da inteligência e o afeto. O eixo de uma nova existência, onde as cores simbolizam a aquarela da alma e a pessoa transita ao redor do que é possível ser. 


Há muito tempo atrás, descobri que o termo "religião" significa "religar". Quando nos aproximamos do que, de fato, somos e podemos ser, há uma religação.


Talvez por isso, exista algo divino em humanizar-se.

Publicado por Dolce Vita em 29/04/2009 às 21h51
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28/04/2009 06h12
Uma Idéia



Uma das coisas que mais me encanta é a idéia.



De onde ela vem?



O que fazemos com ela?



Quantos pensamentos podem enlaçar a mesma idéia?



Uma sincronicidade sugere que todos os pensamentos possíveis já existam. E estão em alguma realidade paralela à espera dos pensadores.



Idéia estranha? Original? Ambas?



Acho que existe uma ponte que liga o estranho ao original, capaz de captar a idéia e levar o sentido entre as duas pontas que se comunicam.


Será que isso é pensar o pensamento? Não sei. Nem estou em busca de teorias, equações ou fórmulas.



É apenas uma idéia.


Quando me disponho a pensar (sim, acho que é uma disposição e também disponibilidade) procuro estar aberta ao que não conheço, sem com isso, deixar de reconhecer o valor do que aprendi.


Acontece que aprender é sempre uma medida inversa. Quanto mais avanço, menos entendo.


Minha consciência é uma pequena parte do conhecimento. Enquanto o que não sei, oceânico. Um mar de possibilidades que abriga não apenas o desconhecido, mas o inédito, a novidade.

Entre esse novo e antigo olhar sobre as idéias, reside um movimento que me coloca em sintonia, não apenas comigo, mas com o meu tempo.


O que é preciso guardar? 


Ou  jogar fora?


E o que mereceria outro olhar?


O pensamento sugere algo tão volátil, mas bastou insistir em uma só idéia, para ter a sensação de uma crueza estagnada. O olhar controlado e dirigido em sentido único, incapaz de captar as nuances da realidade.


E o mundo parece tão incolor nestes momentos, recheado de horas vazias que se enamoram da mais vaga idéia.


Hum... E o que resultaria dessa união?


Não tenho a menor idéia! 


Então, deve ser também por isso que dizem: nada é mais perigoso do que ter só uma idéia!


Aliás, esta é a base do pensamento fanático e perverso.


As idéias costumam surgir em momentos onde me debruço distraída no horizonte que abriga o que eu não sei.


É neste misterioso e atraente não saber que me entrego às palavras.


Em um jogo de contrastes, entre o conhecido e o insólito, reside algo
simplesmente irresistível.


Quem sabe, a energia que me faça apaixonar por idéias, artes e pessoas.


Não necessariamente nesta ordem.



Publicado por Dolce Vita em 28/04/2009 às 06h12
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27/04/2009 18h47
Mojo Books (2)



Quando a música é literatura...  

Meu segundo texto para o site Mojo Books, inspirado na música de ColePorter: "I've got you under my skin".

Acesse o link e leia enquanto ouve a música:

http://mojobooks.virgula.uol.com.br/mojo_inteira.php?idm=301



Letra e Tradução:


I've got you under my skin
(Você está embaixo da minha pele)

I've got you deep in the heart of me
(Você está no fundo do meu coração)

So deep in my heart, that you're really a part of me
(Bem no fundo do meu coração, você realmente é uma parte de mim)

I've got you under my skin
(Você está embaixo da minha pele)

I have tried so not to give in
(Eu tentei tanto não ceder)

I said to myself this affair never gonna go so well
(Eu disse para mim mesma que esse caso nunca daria certo)

But why should I try to resist, when baby I know so well
(Mas por que devo tentar resisitir, quando eu sei muito bem)

I've got you under my skin
(que você está embaixo da minha pele?)

I would sacrifice anything come what might
(Eu sacrificaria qualquer coisa)

For the sake of holding you near
(Para tê-lo por perto)

In spite of a warning voice comes in the night
(Apesar de uma voz de aviso, que vem à noite )

And repeats the shouts in my ear
(e repete no meu ouvido)

Don't you know little fool, you never can win
(Você não sabe, sua idiota, que nunca poderá vencer?)

Use your mentality, wake up to reality
(Use sua mente, volte à realidade)

But each time I do, just the thought of you
(Mas cada vez que eu tento racionalizar, só pensar em você)

Makes me stop before I begin
(Já me faz parar antes mesmo de eu começar...)

'Cause I've got you under my skin
(porque você está embaixo da minha pele)

 would sacrifice anything come what might
(Eu sacrificaria qualquer coisa)

For the sake of holding you near
(Para tê-lo por perto)

In spite of a warning voice comes in the night
(Apesar de uma voz de aviso, que vem à noite )

And repeats the shouts in my ear
(e repete no meu ouvido)

Don't you know little fool, you never can win
(Você não sabe, sua idiota, que nunca poderá vencer?)

Use your mentality, wake up to reality
(Use sua mente, volte à realidade)

But each time I do, just the thought of you
(Mas cada vez que eu tento racionalizar, só pensar em você)

Makes me stop before I begin
(Já me faz parar antes mesmo de eu começar...)

'Cause I've got you under my skin
(porque você está embaixo da minha pele)







Publicado por Dolce Vita em 27/04/2009 às 18h47
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