DOLCE VITA
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                                         AMADEUS



 
                                     FICHA TÉCNICA





Direção: Milos Forman

Roteiro: Peter Shaffer 

Baseado na peça de Peter Shaffer 

Produção: Michel Hausman, Bertil Ohlsson, Saul Zaentz 

Trilha Sonora: John Strauss 

Fotografia: Miroslav Ondrícek 

Edição: Michael Chandler, Nena Danevic 

Direção de Arte: Karel Cerny 

Figurinos: Theodor Pistek 

Censura: 12 anos 


 
 
                                            PRÊMIOS



OSCAR



Melhor Ator 

Melhor Direção de Arte 

Melhor Figurino 

Melhor Diretor 

Melhor Maquiagem 

Melhor Filme 

Melhor Roteiro 

Melhor Som 



Indicado para Melhor Ator 

Indicado para Melhor Fotografia 

Indicado para Melhor Edição 


 
CÉSAR 


Melhor Filme Estrangeiro 


 
GLOBO DE OURO


Melhor filme de Drama 

Melhor Diretor 

Melhor Roteiro 

Melhor Ator 


Indicado para Melhor Ator de Filme de Drama 

Indicado para Melhor Ator Coadjuvante 
 



AMERICAN FILM INSTITUTE (1998):


Número 53 da lista dos maiores filmes americanos. 

 
 
 
 

                                           SINOPSE



Baseado numa obra do teatro, mundialmente consagrada, sobre a vida e a música de Wolfgang Amadeus Mozart, o filme "Amadeus" é uma adaptação para as telas pelo próprio autor da peça: Peter Shaffer.
 
Nos papéis principais, F. Murray Abraham (ganhador do Prêmio Oscar de Melhor Ator), interpreta Salieri, um ciumento e invejoso compositor do século 18; Tom Hulce é Mozart, a infeliz vítima do seu veneno.
 
Uma obra para ser revisitada de tempos em tempos. Nela todos os ingredientes de um clássico parecem dosados em medidas precisas. 



 
 
                                       ANÁLISE



 
Definitivamente o cineasta Milos Forman é um gênio.
 

Aos quize anos assisti "Um Estranho no Ninho", e o filme era proibido para menores de dezoito. Estava em férias numa cidade de interior e resolvi arriscar. Na saída, além da transgressão por uma "boa causa", trouxe comigo a sensação de que não era a mesma pessoa que havia entrado para mais uma sessão de cinema.


O impacto desta obra me ensinou (tanto ou mais) sobre o sistema de saúde e a doença mental, do que a Faculdade de Psicologia. O curso que escolheria, três anos mais tarde, imaginando uma carreira para toda vida.

 

Entretanto, você deve estar se perguntando, o que "Amadeus" tem a ver com isso?


Seu diretor. E não é pouco!

 

Milos Forman parece inclinado a criar grandes protagonistas, mas quem domina a cena? Os antagonistas. Em "Um estranho no ninho" o talento incomensurável da enfermeira Ratched, vivida pela atriz Louise Fletcher, encontraria em "Amadeus" uma concorrência difícil.

 
Neste filme, Forman mais uma vez, investe no "império do antagonista". Em "Amadeus" este domínio é magistralmente construído por F. Murray Abraham: a força da personalidade perversa de Salieri sobre Mozart (Tom Hulce).


É interessante perceber esse filme do ponto de vista do antagonista e por isso, vale lembrar que F. Murray Abraham levou um dos mais cobiçados prêmios da indústria cinematográfica, em competição direta com seu parceiro de cena, Tom Hulce, e disse, em tom extremamente bem humorado, durante os agradecimentos:


- "Aqui a vitória foi do invejoso!"



Mas afinal, quem foi e o que poderia ter sido esse homem chamado Salieri?


Poderia ser um visionário, um homem com o raro talento para identificar a genialidade no outro. Qualidade fundamental nos líderes que enxergam o brilho do talento, em diamantes ainda nem lapidados para o mundo.


Essa inteligência que antecipa o valor de um ser humano é uma característica singular de liderança, seja na esfera política ou social (cultural).

 

No entanto, este tremendo visionário é perverso. Aqui emprego o termo do ponto de vista patológico (e não moral). A perversão é a direção única do sentido, presente nos fanáticos. Não há escolha no mundo perverso. O prazer só pode ser obtido de forma única (assim como a "verdade"). Só existe um caminho.
 

Neste sentido, Salieri retrata a mente perturbada e imersa na distorção doentia. Por isso, tenta destruir, inclusive, aquilo que não suportou ver antes que o mundo inteiro pudesse enxergar: a genialidade do talento de Mozart.


E por não suportar perceber que não está no mesmo nível de genialidade e talento que o outro, se torna refém de sua própria sede invejosa. Por isso Salieri não é um líder visionário, mas um ser capturado pelo tormento da inveja perversa.


Muitas pessoas que assistem ao filme comentam uma sensação que me parece particularmente interessante.



Não creio ser casual a sensação passada pelo ator que representa o gênio musical: um Mozart deslocado em seu papel.


Ser o alvo da inveja perversa de alguém é como estar exilado em sua própria terra. Talvez por isso, essa interpretação termine sem um parágrafo sequer destinado a Mozart.


Apesar de Salieri, a música do gênio fala por si.


Assista o filme. Reveja muitas vezes. Arte nunca é demais.






(*) Imagem: Google

http://www.dolcevita.prosaeverso.net


Dolce Vita
Enviado por Dolce Vita em 08/07/2009
Alterado em 09/07/2009
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