Todas as tardes Scarlet caminhava até as pedras na beira da praia. E sentava-se ali, diante do farol. Nem mesmo a imensidão do mar à sua frente poderia conter a saudade que parecia transbordar de seu peito. E então chorava baixinho, sussurrando o nome dele. Por que o amor resistia ao tempo? Enquanto observava a suave ondulação das águas, ela se deu conta de que viveria com a lembrança daquele homem como uma segunda pele. Não restara outro sentido dentro dela. Ele era o seu farol.
(*) IMAGEM: ISABELLE HUPPERT "A VISITANTE FRANCESA"
DIREÇÃO HONG SANG-SOO
Landinha
A saudade do amor/paixão é vermelha; do pai, verde clara; da mãe, cor-de-rosa clara; do irmão, azul; da irmã, dourada; dos avós, branca... Conto mais lindo de se ler e ouvir. Muitos aplausos, Dolce Vita! Beijo. Feliz fim de semana.
MARINA ALVES
Ficou lindo isso, e concordando plenamente que a saudade é vermelha. Abraço, Dolce Vita.
Ferreira Estêvão
Boa tarde, amiga Cristina.
Um conto pleno de ternura e saudade, aqueles sentimentos que muitas vezes dão fôlego à existência de um ser humano. Bem escrito como sempre. Parabéns.
Desejo-lhe um abençoado anoitecer. Tudo de bom.
Abraço de amizade além-mar.