Renatinha estava presa em um elevador com todos os seus ex-namorados. O espaço apertado tornava a situação inusitada ainda mais singular. Por alguma razão inexplicável, ela não sentia o menor desconforto ao deparar-se com os personagens de sua história amorosa: o nome daquilo era uma espécie de alegria. Talvez gratidão.
O olhar de Renatinha passeava pelos rostos tão familiares. Um por um. Sem pressa. Sem ressentimentos. E foi assim que Renatinha se desprendeu do aqui e agora, rendida por uma força misteriosa que a levou a viajar no tempo.
Um filme feito de lembranças que começava com o Dudu: alguém conseguiria esquecer o primeiro beijo? Mas seria com Guga, seu segundo namorado, que Renatinha descobriria um carinho inesquecível. Diferente do que Dudu a fez experimentar. E o Beto? Intenso, como nenhum outro, trouxe o gosto da mais louca aventura que ela imaginaria viver. No entanto ao lado do Cadu, ela aprenderia: o melhor amor traz um amigo dentro dele.
Ver-se ali rodeada pelos amores de sua vida era como entrar numa espécie de caleidoscópio girando as cores de sua memória afetiva, as emoções e os sentimentos que marcaram o seu corpo e a sua alma.
Na eternidade daquele instante Renatinha entendeu que o amor é sempre um reencontro, nesta vida, e em todas as outras, se elas existirem.
O elevador parecia subir sem parar, como se a levasse para um lugar onde todas as histórias de amor, um dia, se cruzariam novamente.
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