DOLCE VITA
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Meu Diário
08/05/2009 00h46
Mojo Books (4)

Quando a música é literatura...


Texto inspirado na música "Carolina" (Chico Buarque) e publicado no site Mojo Books.


Acesse o link e ouça a música enquanto lê o texto:


http://mojobooks.virgula.uol.com.br/mojo_inteira.php?idm=309
Publicado por Dolce Vita
em 08/05/2009 às 00h46
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07/05/2009 05h52
Avenida Paulista
               





                                                                                Declaração Caótica 
                                                                                                  de Amor 
                                                                                            a São Paulo





Avenida Paulista encontrou-se com a Liberdade e disse:


- Querem acabar comigo! É muito estressante!


A outra avenida não entendeu nem mesmo como se cruzaram no trajeto dessa história, mas mostrou-se receptiva em uma de suas faixas:


- O que quer dizer, Paulista?


- Ora! O que quero dizer? Sou uma avenida de respeito! Represento esta metrópole! Tenho história!


A avenida Liberdade sentiu que poderia congestionar-se rapidamente com o discurso vaidoso da Paulista. Por isso, tratou logo de cortar caminho:


- Será mesmo que não tem tempo a perder? Até agora não disse nada!


- Minhas vias de acesso estão dificultando o raciocínio! Espere! Os sinais vão abrir!


A Liberdade precisou de toda paciência oriental e agradeceu aos deuses da geografia por estar localizada ali.


Enquanto isso, Paulista, como sempre, estressada com o movimento, digitava um e-mail ao celular para seu advogado, lido em voz alta em tom de protesto:


- Não tolerarei mais as piadas em todas as esquinas, inclusive na contramão e em cruzamentos perigosos! Não quero mais ouvir que sou igual a todo casamento porque começo no Paraíso e termino na Consolação! Basta! Exijo respeito!

Por isso, ordeno que entre com um processo por danos morais! Atenção ao sentido único: - "Eu, Avenida Paulista, declaro que tenho um caso de amor possível!".


A Liberdade bocejou antes de retrucar:


- Um só, né? Deixe-me adivinhar! Sampa!


Avenida Paulista não escutou. O sinal abria novamente ao som de muitas buzinas!


Moral da história:
Alguma coisa acontece no seu coração?

Publicado por Dolce Vita
em 07/05/2009 às 05h52
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03/05/2009 22h44
Mojo Books (3)
Quando a música é literatura...  

Meu terceiro texto para o site Mojo Books, inspirado na música da banda Foo Fighters: "Times Like These".

Acesse o link e leia o texto enquanto ouve a música:

http://mojobooks.virgula.uol.com.br/mojo_tx.php?idm=306


Publicado por Dolce Vita
em 03/05/2009 às 22h44
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30/04/2009 07h48
Perguntas no Varal





Pendurei perguntas espelhadas em um varal. 
Enquanto chove, não tenho pressa.
Apenas sede.









                                                   Quanta verdade cabe no coração?
                                                   Quanto coração cabe na verdade?




Qual o peso do vazio?
Qual o vazio do peso?







                                                                       Quem fala é capaz?
                                                                       Quem é capaz, fala?



Quando a saudade é o gosto?
Quando o gosto é a saudade?


                                                                       Qual é a dor do poeta?
                                                                       Qual é o poeta da dor?


Onde o erro é a lembrança?
Onde a lembrança é o erro?



                                                         Pronome pessoal é tratamento?
                                                         Tratamento é pronome pessoal?



Publicado por Dolce Vita
em 30/04/2009 às 07h48
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29/04/2009 21h51
Aquarela Humana








Por mais que a vida mostre o quanto estou longe de entendê-la, uma das caminhadas mais difíceis não é ser melhor, mas aceitar ser o que se é.


Vivo em duelo contínuo comigo. Cobro um grau de humildade que não tenho. No instante seguinte, uma excelência nunca atingida.


Muitas vezes, a vida em pólos opostos não encontra nem mesmo meio sentido. Os erros se tornam irreversíveis. A vida pesa pela ausência do entendimento do que é, afinal, a condição humana.


E de tanto pipocar entre os extremos, com a bela desculpa de ser intensa, aos poucos, distanciei-me de mim.


Entre o que sou e gostaria de ser - para muito além do "bem" ou "mal" disso - existe uma pessoa que tenta ser o que, de fato, é.


Nessa eterna descoberta, o pensamento mais parece uma sala de espelhos que reflete minha imagem tantas e tantas vezes.


Em qual delas estarei contida?


Qual conseguirá exibir minha natureza, desfilar meus defeitos e limitações, sem a fantasia infantil e pouco generosa comigo, de que o mundo acabe por isso?


Onde meu erro não se transforme em catástrofe incontornável, mas quem sabe, até em "meio acerto" que leve a um confronto com o que é possível em mim.


Em qual delas, o que tenho de melhor será apenas o valor que não se mede nem se exalta?


Uma vez reconhecido, o convívio passa a ser natural. Então, escapa da vaidade voraz, insaciável e irreal, por se alimentar justamente da insatisfação.


Algumas das tristezas e pesos que carregamos na vida, parecem intimamente ligados à própria incapacidade de nos conceber humanizados. 


E o que seria humanizar-se?


Não posso responder por ninguém além de mim. O que sei, diz respeito ao meu caminho. Mergulhei em um período de turbulência e oscilava entre os extremos. Em alguns momentos, sentia que era invisível (não reconhecida). Em outros, exposta (numa espécie de berlinda).


Entretanto, não estava, genuinamente, em nenhuma das pontas extremadas onde a vida é monocromática. As cores da minha personalidade são reflexo do encontro comigo.


E o mundo oferece outros tons. O azul pode ser piscina, celeste, anil, turquesa, petróleo, marinho ou noite. Assim como todas as outras cores que pincelam meu mundo interno com suas nuances.


Então, humanizar, a meu ver, é a possibidade de integração da inteligência e o afeto. O eixo de uma nova existência, onde as cores simbolizam a aquarela da alma e a pessoa transita ao redor do que é possível ser. 


Há muito tempo atrás, descobri que o termo "religião" significa "religar". Quando nos aproximamos do que, de fato, somos e podemos ser, há uma religação.


Talvez por isso, exista algo divino em humanizar-se.
Publicado por Dolce Vita
em 29/04/2009 às 21h51
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